terça-feira, 28 de maio de 2013

Quando usar "Ter que" ou "Ter de"


          E-mail de Graça Viana: “Professor, quando usar ‘tenho de’ ou ‘tenho que’. Exemplo:  Tenho de preparar o jantar, ou   Tenho que preparar o jantar?”
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            É possível usar qualquer das duas formas. Nesse caso o “que” é preposição, ou seja, equivale mesmo a “de”. Ligado ao verbo “ter”, adquire o valor de um auxiliar modal, que acrescenta ao infinitivo a ideia de obrigatoriedade.

domingo, 14 de abril de 2013

Maiúsculas nas siglas

          Teófilo Júnior quer saber se é obrigatório o uso de inicial maiúscula em cada palavra quando uma sigla é escrita por extenso
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         Caro Teófilo, o Acordo não alterou nada quanto a isso, de modo que se devem escrever com maiúsculas os nomes das palavras que fazem parte de uma sigla ou acrônimo. Exemplos: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Organização das Nações Unidas etc.

Plural das locuções

        E-mail de Adauto F.: “Professor, existe alguma regra que oriente a pluralização do segundo elemento em ‘elevador de serviço’ ou ‘loja de roupa’”?
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      Caro Adauto, a regra geral é que, nas locuções, se pluralize apenas o primeiro elemento: estradas de ferro, elevadores de serviço etc. Quando o segundo elemento tem autonomia semântica e não serve de mera qualificação para o primeiro, fica no plural: “lojas de roupas”, “pastores de almas” etc. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dúvida sobre crase

       E-mail de D.G.Barreto: "Na frase 'ACM Neto falta a leitura da mensagem do governador',  'a
leitura' tem crase?"
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  O "a" de "a leitura" recebe acento indicativo de crase, sim, pois o verbo "faltar" nesse contexto é transitivo indireto. Ou seja: rege complemento introduzido pela preposição "a", que se funde ao artigo definido feminino: "falta a a leitura" = "falta à leitura".

 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uma decisão... "cabe recurso"?

           
            E-mail de Tatiana C.: "Professor, está certo dizer que uma decisão ‘cabe recurso'? Obrigada."                                                  
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       Não. Dessa forma, parece que “a decisão” é sujeito do verbo “caber” -- e “recurso”, o seu objeto direto. 

   “Caber” é um verbo intransitivo, no necessita de complemento. Alguma coisa cabe, ou seja, é cabível. O que é cabível, no caso, é recorrer da decisão(“recorrer” no sentido de “interpor recurso”, é um verbo  transitivo indireto).

  Pode-se dizer “Da decisão cabe recurso” ou, transferindo o complementonominal para depois de “recurso”, que o rege: “Cabe recurso da decisão” Ou ainda: “Cabe recorrer da decisão”.

Caso se queira manter “a decisão” como sujeito, pode-se trocar o verbo “caber” por “ensejar”, “possibilitar”, “dar margem a” etc.: “A decisão enseja (possibilita, dá margem a) recurso.”

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Letras maiúsculas nas siglas

        Adauto F. quer saber "se se deve iniciar com maiúscula todas as letras de uma sigla escrita por extenso. Por exemplo: AIDS = Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, ISS = Imposto Sobre Serviços.”
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          Nos siglemas com mais de três letras (Aids), a maiúscula aparece apenas na primeira. Nos de três, a maiúscula aparece em todas (ONU). Já nos sigloides, todas as letras são maiúsculas (ISS). 

         Caso os componentes do siglema venham por extenso, todos devem ser escritos com letra maiúscula. É o caso de  "Síndrome de Imunodeficiência Adquirida". (Só para esclarecer: siglema é a sigla que forma palavra; sigloide é a que não forma e deve ser pronunciada letra por letra).
            
         Atenção: artigos e preposições não são escritos com maiúscula. Assim, o correto é “Imposto sobre Serviços”.

"falso positivo" ou "falso-positivo"?

           Marina C pergunta se “falso-positivo” tem mesmo hífen. Se tem, qual o plural? 
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          Nessa palavra, o adjetivo “falso” tem valor de advérbio (falsamente positivo). Alguns preferem a forma “falso positivo”, ou seja, evitam considerá-la um composto -- mas não há razão para isso. Há compostos no português em que o primeiro elemento é um advérbio, a exemplo de “bem-humorado” e “todo-poderoso”. A grafia mais sensata é “falso-positivo”, que faz no plural “(exames) falso-positivos”.